Quando a grande maioria das pessoas dizem que vão assistir um filme americano significa que vai engolir qualquer coisa Hollywoodesca numa dessas grandes superfícies comerciais. Eu odeio mentirinha Hollywoodesca, com os seus valores enlatados e tetas de silicone em mulheres que tem o talento de uma mula. Mas um dia descobri o cinema intelectualóide, e cheguei à conclusão que há uma razão porque Hollywood tem tanto sucesso:
PORQUE HÁ MERDAS PIORES!
Pois é, talvez fosse uma hipoglicemia galopante ou insanidade temporária, mas o que é certo é que faz uns meses decidi começar a assistir cinema independente. Descobri alguns filmes que as pessoas das grandes superfícies comerciais rejeitavam, e convencida de que estava a me tornar uma pessoa mais culta, lá fui eu assistir. Mas durou pouco.
Na minha primeira investida no mundo de celuloide ordinária, escolhi um filme turco, de seu nome "Climas".
Nem 15 minutos tinham passado e eu já rebuscava à procura de uma lâmina para cortar os pulsos e terminar com a minha miséria. "Climas" faz jus ao seu nome e consegue realmente criar um clima:
TÉDIO!
Tédio de tal densidade que naquele momento até uma barra de chumbo flutuaria. Se os planos de 5 minutos da perna de uma cama duram enquanto duas das personagens dão um amasso (se bem que fiquei na dúvida se estavam a copular ou a discutir a conjuntura da península da Anatólia, tal era a falta de paixão com que se entregavam) ou a natureza patética dos protagonistas não chegam para entediar um fã hardcore de cinema alternativo, então a total inexistência de progressão do argumento durante aqueles 101 minutos de tortura, com certeza o farão.
Falta de progressão do argumento? Sim, leram bem. Se conseguirem aguentar durante o filme todo sem adormecer ou acabar com a própria vida, serão presenteados com um final que deixa tudo exatamente como estava no início. Que belo desperdício de 100 minutos da minha vida.
Após este primeiro ensaio, me recusei a acreditar que o cinema alternativo era todo assim. Pensei que fosse azar de principiante, mas de qualquer forma decidi matar a pessoa que me tinha aconselhado tal monte de merda cinematográfica. Assim que enterrei o cadáver, decidi tomar o assunto nas minhas próprias mãos. Consultei um site de crítica de cinema e escolhi um filme underground com boas críticas.
Grande fucking erro.
Cometi o erro (reparem no uso do paradoxo) de escolher uma adaptação francesa de "Lady Chatterley's lover" de D.H. Lawrence. Sim, fui ver o nome do autor na Wikipédia - saber estas coisas de cor é difícil.
Este filme bateu o anterior aos pontos no que toca a coisas ridículas. Comecemos pelo fator tédio, com o qual "Climas" tinha atingido um patamar que eu ignorava ser possível alguma vez outro filme ultrapassar. Me enganei. "Lady Chatterley" consegue entediar até o Dr. Feliz, não demora mais de cinco minutos a entediar. Para isso utiliza as seguintes armas:
1.- Cenas inúteis: Sempre sonharam ver um filme onde o processo de tirar as espinhas a um peixe tem cerca de 5 minutos de tempo de ecrã, sem qualquer diálogo que o suporte? Pois então não esperem mais, Lady Chatterley é o filme ideal para vocês. Caso essa perda de tempo não chegue para realizar o sua fantasia inútil, então talvez os 10 minutos de caminhada que Lady Estúpida faz de cada vez que vai copular com o caseiro. Devo dizer que não tenho nada contra cenas paradonas ou sem diálogos, DESDE QUE TRAGAM QUALQUER COISA À HISTÓRIA!
2.- Diálogos praticamente inexistentes: A personagem de Lady Deficiente não é grande faladora. O mesmo se pode dizer do seu parceiro sexual, que durante o filme é todo um trabalho para dizer 5 frases. O único que ainda diz umas coisitas é o aleijado do marido, mas também pudera, com um par de xifres daquele tamanho não podia ficar calado.
3.- Este filme dura 168 minutos: Não, não pus um dígito a mais na duração do filme. Esse filme arrasta-se por quase três horas, e no fim nem sequer pede desculpa por três horas da nossa vida perdidas para sempre. Alguém explique ao senhor realizador desta coisa, que um romance de época não é como o do Senhor dos Anéis.
O mais incrível deste filme é que no meio deste mar de tédio somos confrontados com ilhéus de puro choque. E digo isto no sentido negativo. Apenas vou descrever uma cena, porque isto já está a ficar comprido demais:
Imaginem Lady Chatterley se esfregando com o caseiro contra uma árvore. Ambos tem a agilidade de um camião TIR com problemas de óleo e o savoir faire de uma criança de seis meses, o que elimina todo o erotismo que a cena poderia ter. Os dois terminam o serviço, caem para o lado e adormecem. Aqui entra mais uma vez o fator cena inútil, e em vez de sermos salvos pelo clássico fade-out e mudança de cena, temos que topar com dois idiotas roncando no meio dos matos durante 5 minutos.
Quando finalmente Lady Estúpida se levanta do seu lugar, percebe que - e preparem-se porque é inacreditável que isto faça parte de um filme - tem a xereca cheia de gosma do caseiro, ela pega um paninho, levanta a perna e procede a limpeza! Se houvesse algum homem do meu lado comigo, acho que teria ficado com o mastro hasteado por conta da cena de sexo, - isso se fosse uma cena normal de sexo - mas eu tenho muita certeza que naquele momento teria ficado mais flácido que as bochechas do Fofão Velho.
Terminado este suplício me rendi às evidências e achei um torrent para o Espetacular Homem Aranha 2, que apesar de ser um belo monte de coisa Hollywoodesca, ao menos não tem uma cena em que a Mary Jane limpa a xoxota de esperma do aranha.
Se está lendo isto e acha que os filmes que mencionei são grandes obras de arte, espero que morram engasgados.
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