quarta-feira, 16 de julho de 2014

Programa Encontro com Fátima Bernardes e cigarro: VOLTA TV GLOBINHO!

   Vem cá, estava mudando de canal pra ver se tinha algo que prestasse na TV aberta brasileira. Eis que vejo um novo quadro no programa Encontro com Fátima Bernardes (não que eu ache o programa interessante, pelo contrário. Acho a maior concentração de profissionais que não sabem o que estão fazendo ali). O tal quadro é "Louca pra Parar" uma moça da equipe foi HIPNOTIZADA no palco e aceitou o desafio de parar com o cigarro, o mais engraçado é que ela nem soube ser atriz no ato de fingir aquele hipnotismo patético. Vocês pensam que enganam quem? Já sei, a Fátima Bernardes tá pegando o roteiro do programa Bem Estar. Todo dia tem que falar num assunto de saúde. Um dia amnésia, outro dia obesidade, agora os males que o cigarro faz à saúde. Mas não tinha o Bem Estar pra isso? Pô, eu até que gostava daquele programa (apesar dos apresentadores serem duas bestas em frente à uma câmera) mas agora não faz mais sentindo ver 5 minutos, porque tem o programa de Fátima Bernardes pra me dizer que cigarro faz mal. 

Todos os fumantes do mundo estão absolutamente conscientes dos males que causa o tabagismo, que é um vício que acaba com os pulmões e empesteia o ar e coisa tal… Mas será que a gente não tem o direito de dar uma pitadinha sossegada que lá vem um CHATO DE GALOCHA pra ficar enchendo o saco? 

Chato – Nossa, você fuma…
Eu Claro que não, você está tendo ilusão de ótica.
A gente dá uma resposta qualquer, um sorriso amarelo, dá uns passos pra mais adiante pra ver se o protozoário se toca.
Chato – Você sabia que o cigarro faz mal à saúde?
Eu Não, o Ministério da Saúde só avisou pra você, seu babaca.
E a besta segue insistindo:
Chato – O cigarro mata aos poucos.
Eu Não tem problema, não estou com pressa de morrer.
Chato – Cigarro dá câncer.
Eu Não me diga? Anticoncepcional dá câncer, fígado de boi dá câncer, buraco na camada de ozônio dá câncer – será que burrice também dá câncer?
Chato – Quem fuma está queimando dinheiro.
Eu – E o dinheiro é de quem mesmo? Ahn? De quem?

Aí eu mordo a língua mas não adianta:
- Sabia que descobriram que quem fica perto de quem fuma, enchendo o saco e inalando fumaça é considerado FUMANTE PASSIVO e há uma porcentagem de incidência de câncer entre eles quase tão alta quanto daqueles que querem fumar, gostam, pagam pelo próprio vício e além disso tem o direito de não ficar ouvindo coisas idiotas dos não-fumantes?
Quem fuma está careca de saber de tudo isso, graças aos BABACAS DE PLANTÃO, que insistem em catequizar os fumantes.

Voltando a questão do programa da Fátima Bernardes... Esses programas tem mesmo que apelar pra esse tipo de coisa com ajuda de convidados que surgiram não sei de onde pra falar tanta merda quanto sai da minha bunda após comer um caldeirão de feijoada. Por mim e por uma boa porcentagem da população esse programa nem existiria. #VOLTA TV GLOBINHO
Cada vez mais tenho visto campanhas anti-fumo, mas peloamordedeus quem merece vocês? A verdade é que não-fumantes são chatos pra caralho, são como cristãos: Querem te enfiar na cabeça a todo custo sua ideia. Eu não fico tentando enfiar um cigarro na boca de ninguém. 

Quadro anti-fumo com Mona Lisa Duperron no programa da Fátima Bernardes? Porque esse programa existe ainda, senhor? Mona Lisa Duperron WHO? Ah, é uma jornalista pernambucana aí que aceitou o desafio de parar com o cigarro (hahaha).  Mas graças à Eugene Polley (inventor do que chamamos de controle remoto), eu posso mudar de canal a hora que eu quiser sem me levantar do sofá <3

E Mona Lisa, volte pro seu Pernambuco dá Sorte. Obrigada. 





segunda-feira, 14 de julho de 2014

Que Palestina?

Toda guerra é, de certa forma, um genocídio.

Israel, racista e genocida, não parará enquanto não terminar o trabalho sujo contra os palestinos, pra seguir controlando petróleo e guardando o Oriente Médio para seus financiadores. Isso não terminará enquanto não ocorrer a dissolução de Israel e a conquista de um estado Palestino único, laico, democrático e não racista. Nada começou nesta segunda-feira. 

O Estado de Israel não só comete o genocídio dos palestinos que vivem nos territórios palestinos que ainda não foram roubados. O Estado de Israel também pratica segregação entre os seus cidadãos, oferecendo direitos desiguais conforme a origem judia (privilegiada, é claro!) ou árabe dos cidadãos. A diplomacia é ineficaz porque a exigência palestina e a israelense são mutuamente excludentes...

E assim a guerra é a única forma de responder a pergunta: que estado existirá ali?


quarta-feira, 9 de julho de 2014

7 a 1 para desintoxicar

   Não, o placar acima não foi erro de digitação. Nem nas peladas de fim de semana marca-se tanto quanto marcou a Alemanha.
Tenho assistido analistas de partida tentando explicar a catastrófica derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha por 7 x 1 e nenhum me convence.

Olha, eu não entendo lhufas de futebol, mas não precisa ser grande entendedor de futebol para perceber que o Brasil não tinha time nem preparação para ser campeão, não jogou contra nenhuma equipe expressiva e, quando jogou, a lógica ficou muito clara.

Uns apontam que a causa foi a saída de Neymar e Tiago Silva. Ora, contra o Chile e Colômbia Neymar e Tiago Silva foram comuns, apesar terem brilhado em outras ocasiões. Outros apontam a escalação de Bernard, em vez de  um volante qualquer, como a causa, algo que não convence também. No segundo tempo entraram e nada mudou, aliás, a Alemanha não quis forçar e mesmo assim, fez mais dois gols.
Seria então a Alemanha uma máquina? Não. É um time com ótimas técnicas aplicadas em campo, apenas. (Repito, não entendo lhufas de futebol, mas dá pra saber quando um time tem "catigoria".
O certo é que a campanha do Brasil não era nada animadora. Venceram a Croácia com ajuda do juiz, pois estavam um a um pra lá dos trinta do segundo tempo quando o japonês inventou um pênalty. Não conseguiram vencer o México ; passaram contra o Chile e Colômbia forçadamente.
Na verdade, o futebol tem sido uma droga coletiva que serve para anestesiar a nação que vem sendo inapelavelmente roubada por corruptos obscenos enquanto Zé drogado canta: "Eeeeeu sou brasileirooo, com muito orgulho, com muito amooor"

Agora, o ônibus multicolorido da Seleção ostentava a seguinte frase: O hexa vem aí. Ora, isso se chama soberba.

Eu estou achando a maior graça nessa derrota do Brasil por dois motivos:

1) O Brasil perdeu pro próprio ego: a torcida vaia hino alheio, debocha de time alheio e acredita que é invencível porque está em território próprio. Pura balela. 

2) Brasileiro tem mania de supervalorizar o futebol. 
Se tô rindo? Tô rindo pacarai. E não é porque sou torcedora da Alemanha não.

Estou achando a maior graça ainda nas pessoas que queimaram a bandeira do Brasil depois de 30 minutos de jogo. Viram só? Todo mundo é patriota. Até o "país do futebol" perder a Copa.



Aliás, adoro linguiça alemã com uma cervejinha.

Jornais Esportivos

Antes de mais nada, devo sublinhar a falácia que é o título desta postagem.      
   
   Não existe tal coisa como um jornal esportivo, pelo menos no Brasil. Em compensação temos esse monte de matéria fecal impressa em papel de jornal que é o diário de futebol, e quem ousar dizer que essas coisas são jornais esportivos é obviamente uma besta.

O fato de um grupo de tolos arranjar o que escrever sobre futebol num jornal de 10 ou mais páginas todas as semanas é impressionante. O fato de o fazerem diariamente é assustador. O fato de o fazerem 3 jornais diferentes é chocantemente estúpido. O fato de milhares de pessoas os comprarem regularmente é pura e simplesmente digna de fuzilamento, e mais uma prova que eu tenho razão quando digo que odeio gente.

O que é que me interessa se o Daniel Alves come espaguete com atum no hotel? O que é que me interessa que o Hulk tem uma gripe e vai faltar ao treino de quarta feira? Eu quero lá saber se o Neymar tem uma autobiografia!

sábado, 5 de julho de 2014

Suicídio é ecológico

Se há uma coisa estúpida são ativistas de fim de semana. Gente que durante a maioria do tempo são poluidores/maus para o próximo, e que nos tempos livres assumem uma causa qualquer e tentam dar lições aos outros.

Uma das causas mais comuns é o ambientalismo. O típico a convocar toda mundo para apagar as luzes durante 5 minutos a hora X em dia Y é dos que mais me tira do sério. Para começar, não é desligando as luzes durante 5 minutos que se "salva o mundo". É fazendo uma vida inteira de poupança de energia e renúncia ao desperdício que se vai lá. Este é o tipo de gente que apaga as luzes durante 5 minutos e logo a seguir liga o ar-condicionado, e vai de carro para o trabalho que fica a 1 km de casa.

Querem salvar o mundo? Matem-se. Muito menos energia gasta por sua conta e ainda dá pra fazer adubo dos seus restos mortais. 

Suicídio é ecológico.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Lá e de volta outra vez, o Ocupe Estelita de novo

   Eu tento ser simpatizante desse movimento, ainda mais por conhecer algumas pessoas da UFPE, de mestrado/doutorado em Desenvolvimento Urbano e tudo mais. Mas não consigo ser tocada profundamente. Cheguei a marcar presença no movimento, mas o que eu vi não me sensibilizou. Isso deveria ser muito povo, comunidades, e não consigo ver isso nesse movimento. A ideologia é bonita, mas cadê o povo? Não consigo ver alma nesse movimento, infelizmente. O que eu vejo é uma maioria burguesa lutando por algo que nem sabe direito o que é, uma maioria burguesa que me são os "vagabos" da sociedade A. 

   Acho que essa gente precisa tornar o discurso mais acessível, mais compreensível. Essas pessoas usam forçadamente termos acadêmicos, teorias... E na prática, como é essa história de viver a cidade? Será que o pessoal do "Ocupe Estelita" mantém laços com comunidades populares? Além de fazer parte do Ocupe, esse pessoal vive a cidade de que forma? Consegue manter, na prática, laços comunitários?  

Essas pessoas é que são os verdadeiros reacionários.

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