quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sobre blogs

Eu odeio a liberdade de expressão.

Não há nada de errado com uma ditadura draconiana baseada na repressão violenta de tudo com o qual eu não concordo ou que é simplesmente estúpido.

Errado é ter que ouvir o que certos atrasados mentais tem para dizer, e que as vezes é tão agradável como uma raspagem do intestino grosso. Sem anestesia.

Hoje todo mundo pode dizer o que quer, e normalmente isso implica grandes salvas de bosta lançadas para a atmosfera.

Antes da Internet, e mais particularmente dos blogs, e especialmente as redes sociais, ao menos a merda com a qual éramos bombardeados era em quantidades menores, debitada predominantemente por televisões e jornais, onde se pelo menos não se soubesse escrever ou falar bem, tinha que ter um assunto agradável ou um par de tetas grandes.

E então alguns idiotas decidiram estragar tudo, inventaram os blogs e as redes sociais para que qualquer aborto que não deu certo, com computador e uma conexão à Internet pudesse mandar as suas bombadas escatológicas para cima do resto do povo.

Agora que tirei isso a limpo posso passar para a fase seguinte que é também a minha preferida: dar exemplos e criticar gente específica. Como sou dona de uma curiosidade mórbida, decidi descobrir blogs por ai. Se fosse outra pessoa qualquer a ter esta ideia, eu não hesitaria em chamar-lhe idiota, mas como fui eu, então só pode ser uma ideia legal. O que eu descobri foi que quando achamos que não podemos odiar algo mais do que aquilo que já odiamos, então esse algo arranja maneira de nos surpreender pela negativa e o odiómetro rebenta a escala.

O primeiro exemplo é um blog de uma raça de indivíduos que eu não consigo explicar. Os autores deste tal de Star Wars the Universe são uma sub-espécie de nerds especial de corrida: os pseudos-nerds. Este é o tipo de jovens que ficam melados ao ver O Império Contra-Ataca, molham a cueca quando o George Lucas diz que vai fazer outro capítulo da saga, e acham boa ideia usar "a Força" nas pessoas. O conteúdo deste site contribui tanto para a humanidade como as pessoas anti-sociais ou a gonorreia. Ali se discute qual o comprimento de onda do tom de verde do sabre de luz do Luke Skywalker, ou quantos botões o Darth Vader tem no peito, qual o método reprodutivo dos Wookies e o que é que acontecia se o Yoda se peidasse. 
Eu adoro Star Wars, tenho filmes, livros. Mas porra, não quero chegar a esse nível de ficar discutindo em fórum sobre qual é a cor da cueca de Han Solo. Tenho mais o que fazer.

O segundo exemplo é o típico blog escrito por alguém que pôs os dedos na tomada quando era criança e nunca se recuperou completamente. O Viciados na Saga Crepúsculo é o produto da mente de uma adolescente (presumo eu) cujo almoço deve ser Prozac com Coca-Cola. 

Eu poderia criticar o conteúdo pelo fato de detestar qualquer coisa relacionada ao livro ou filme, mas a moça nunca ouviu falar em ortografia ou em construção coerente de frases, e como tal é quase impossível de perceber de que raio ela está falando. Isso é provavelmente a única coisa positiva desse blog. Reparei que outros jovens prozacados visitam o blog deixam mensagens igualmente incoerentes. Não querendo quebrar a tradição deixei uma mensagem de apoio escrita erroneamente, pois não queria estragar o aspeto geral do site com uma frase em português correto. "Agora voceis pode se mata."

Tudo isto se evitaria se fosse dado apenas a mim o direito de dizer o que quisesse - sou egoísta -


Se você está lendo isso e não percebeu a ironia de odiar blogs dentro de um blog, você é um babaca. Se não sabe o que "ironia" quer dizer, então deve ser autor de um blog qualquer.


UPDATE 26/06/14: O Viciados na Saga Crepúsculo fechou. Me pergunto se a autora seguiu o meu conselho e se matou. Ufa! Menos um blog de alguém viciado em alguma coisa. Mas peraí, acho que eu sou viciada em escárnio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Reclamações, tratar aqui.

Você pode (não) gostar de: