terça-feira, 4 de agosto de 2015

Burrices da maioridade penal

Fico impressionada com as pessoas que acham que se você é contra a redução da maioridade penal é por que você nunca sentiu a violência na pele.

"E se você fosse a vítima? E se a vítima fosse alguém que você ama?", me perguntam. Ora, eu teria ódio, aqueles cinco minutos em que você pensa que, se tivesse uma arma, mataria o desgraçado. Mas ainda bem que não tenho uma arma, e ainda bem que o papel do Estado não é agir para me vingar, baseado na emoção, no ódio, na punição pela punição. Ainda bem que o papel do Estado é (ou deveria ser) investir no bem estar social para não gerar criminalidade, e não apenas querer encarcerar a que existe. Ainda bem que ainda existe alguma esperança para que o retrocesso da redução da maioridade penal não aconteça.

Toda vez que vejo ou ouço comentários do tipo "é só no Brasil mesmo que acontece essas coisas" fico pensando se a pessoa já esteve em todos os 193 países reconhecidos, os demais não reconhecidos e em todas as nações dentro de cada território deste planeta para ter a certeza de que em nenhum lugar mais possa acontecer ou ter acontecido situação parecida.

"Leva pra casa mesmo então."

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